Bem-Vindo
Mostrando postagens com marcador devaneios e etc. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador devaneios e etc. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Tranformando-te

Eu...
Bom, já estou falando demais. Boa noite!

Pendurada, nos espaços que deixava, tão precisamente...

Me lembra depois de te contar essa estória...

A história ficou sem fim, sem nem começo.

A mais bela poesia...

Quais páginas de fato buscava? Deixou-as em branco.

Eu não quero que você vá.

Mas se ficar jamais será livre...

Isso tudo já está muito estranho.

Bota o café na mesa, sorri (vertigem). A xícara subitamente exerce efeito gravitacional sobre os olhos...

Mas... que bom que ligou.

Pingando de chuva, sorriso misturado com purpurina.

Boa sorte! Quem sabe a gente se esbarra por lá.

Atravessar-te-ia.

(Eu não quero que você fique.)


terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Jardins europeus



"O mundo é todo seu pra recriar.
Brinca com ele, menina.
Brinca e sê feliz."  R.

E brinquei. Pulei no verde, deixei o sol me banhar.
Senti a brisa que também movia os moinhos.
Passei as mãos pelos meus cabelos cheios de nós,
sem me importar com eles.

Sentei e esperei o tempo. Ele me abraçava, 
devagar. Quis continuar naquele jardim para sempre...
Cada flor tão significativa, cada cor um sentimento.
Azul, paz, púrpura, beleza, vermelho, felicidade, pura e simples.

Estava a descobrir o mundo, 
um que estava separado de mim por um oceano
(ou seria apenas por uma noite?)
E quão mágico ele podia ser!
Ser. Esse ser é meu, meu para moldar,
meu para pintar, mesmo com minha palheta deficiente.

Agora sou prisioneira desta tela.
Estou com um parasol, em uma ponte japonesa,
cercada por nenúfares. É assim que pintei minha lembrança.
Me disseram uma vez, que todos somos prisioneiros
de sentimentos que temos de vez em quando...

"It's much more than a stone, metal or golden cage. It's the ultimate prison.
This life allows us to go the farthest distances without even noticing any energy expenditure - we dream, sleeping or awaken.
And what a sweet prison this is. Just the one I wish I'd never ever leave, for the eternity.''  R.

O ar dourado que hora me rodeava, 
hoje carrega partículas negras de poeira.
Estou deitada, novamente, do outro lado da tela.
Minhas memórias ainda estão vivas, 
posso visitá-las, por enquanto, nas noites quentes
que me esperam, com estrelas cintilantes, 
guardando promessas oníricas.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Binah-Tiphareth



Me encontro no caminho da dúvida...
aquele extenuante esforço analítico
meu espírito  é tal como espada, rasgando o véu de Tiphareth
mostrando-me os pontos mal acabados, 
lados ainda em escuridão.

Uma centelha de vaidade me inebria...
Sei bordar. Irradio luz.
Mas qual seria a consequência de tal luxuriosa interferência?
Perder-se-ia o caráter inicial,
moldar-se-ia em pensamentos-programações
E no final, que restaria?
Uma casca, onde outrora se metamorfoziava em seu próprio tempo um lindo ser
que hoje não passa de um verme alado?

Meu temperamento justo me impede de fazê-lo.

 Fico a admirar, de longe, esse véu imperfeito.
Indecisão que paralisa, ânsia que corrói.
Olhos ainda puros me fixam...
Aroma doce e verde. Absinto.

sábado, 2 de junho de 2012

Metade



"Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio;
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca;
Porque metade de mim é o que eu grito,
Mas a outra metade é silêncio...

Que a música que eu ouço ao longe
Seja linda, ainda que tristeza;
Que o homem que eu amo seja pra sempre amado
Mesmo que distante;
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade...

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece
E nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta
A uma mulher inundada de sentimentos;
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo...

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço;
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada;
Porque metade de mim é o que penso
Mas a outra metade é um vulcão...

Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo
Se torne ao menos suportável;
Que o espelho reflita em meu rosto
Um doce sorriso que me lembro ter dado na infância;
Porque metade de mim é a lembrança do que fui,
A outra metade eu não sei...

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais;
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço...

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade para faze-la florescer;
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção...

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade... também." Oswaldo Montenegro

Achei esse poema depois de ter escrito o texto abaixo, enquanto procurava imagens para ilustrar o post... Como coube perfeitamente com o que escrevi, inclusive tem o mesmo título, resolvi botar ai em cima.

Metade
Ela queria poder abrir seu peito, e tirar aqu
ela angústia que a corroia. Angústia... talvez a palavra fosse alguma outra, derivada de “dor”. Ela queria poder abrir seu peito, arrancar-lhe o coração e guardá-lo numa caixinha. Talvez assim ele ficasse bem... Ela queria ao menos ter mudado algo, mas sentia que sua nota era sempre a mesma. Estavam regredindo, talvez, em marcha ré menor. Ela queria, ela queria, ela queria... talvez esse fosse o problema... ela queria tantas coisas, invernos agasalhados e com chocolate quente, outonos com estórias lidas num banco qualquer de parque, verões com ondas de espuma batendo nos seus quatro pés, tantas primaveras para ver o florescer das Nenúfares... Depois de tantos meses, as notas desfalesciam como pétalas brancas, murchas, ao chão. Ouvia agora a chuva. Ah! E como ela enchia seu âmago! Ia, rastejando, pingando, formando cavernosos vazios, e os arranjos outrora tocados ecoavam fracos, ficando presos em um ou outro cantos de sua tortuosa mente. Refletia agora (porém não com a mesma luz de antigamente) que nunca tentara gritar em uma gruta. Para onde iam as palavras? Ecoavam até se perderem no vazio, ou permaneciam para sempre trancafiadas em um labirinto de sombras? Não sabia a resposta, mas, a julgar pela persistência daquelas maravilhosas sinfonias em seu interior, acreditava que se perdiam dentre fileiras de negras estalactites e estalagmites, nunca abandonando por completo a gruta.

Ela queria poder pedir desculpas, acreditando que ficariam bem, que não o machucaria de novo. Ela queria poder treinar suas palavras, deixando apenas aquelas mais belas saírem. Ah! Como gostaria de trancar as outras... jogá-las sem piedade em um calabouço, esperando apodrecerem. Mas não o fazia. Por impossibilidade de sua própria personalidade. Criara suas palavras livres, e agora elas lhe fugiam. Retornavam, é verdade, mas sempre carregando um quê meio amargo ou meio ferroso, gosto de sangue. O que fazer? Como não conseguia se impedir de metralhar frases, talvez a solução fosse mover o alvo...

Ela queria saber o que Ele queria. Tinha medo de pensar nisso... tantas vezes já o perguntara, e tantas vezes já sofreu com seu silêncio. A cada sentença não pronunciada, uma pétala caía. Sentia-se, agora, um pedúnculo vazio, desnudado por uma tempestade em plena primavera. Não era a mesma, disso tinha consciência. Cresceu tanto... desde uma semente sem cuidados até desabrochar em uma flor branca. Agora jazia ali, uma flor sem pétalas, uma metade.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Prêmio Dardos


Fico muito feliz em anunciar que o Slumbering Nights recebeu o Prêmio Dardos, por indicação do Pétalas do luar (http://petalasdoluar.blogspot.com/)!
O “Prêmio Dardos” dá a cada blogueiro o reconhecimento de seu valor, esforço, ajuda e transmissão de conhecimento diariamente. Mas, quem recebe esse prêmio também recebe umas obrigações:
Regras:
1. Você terá que aceitar o award e colocar em seu blog, juntamente com o nome da pessoa que lhe deu o prêmio e o link do seu blog;
2. Você terá que oferecer o prêmio para 10, 15 ou 30 blogs que julga serem merecedores deste prêmio. E não se esqueça de avisá-los sobre a indicação.
Para colocar o selo no seu blog, basta copiar a imagem e adicioná-la onde você achar melhor no seu blog .

Template by:
Free Blog Templates